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Os nutrientes, como geradores de energia, são as fontes exógenas de produção de glicose. Desta forma, eles influenciam diretamente na elevação da glicemia. Entretanto, a quantidade e velocidade de absorção e utilização entre eles não é a mesma.

 

 

Entre 35% e 60% das proteínas são convertidas em glicose em três a quatro horas e somente 10% das gorduras podem ser convertidas em glicose em um tempo de aproximadamente cinco horas ou mais. Os carboidratos são os nutrientes que mais afetam a glicemia, pois quase 100% deles são convertidos em glicose em um tempo que pode variar de 15 minutos a duas horas.

 

Os carboidratos simples, encontrados em alimentos como o açúcar refinado, mel, doces, chocolates, bolos e balas são digeridos rapidamente no organismo e causam um rápido aumento glicêmico. Já a lenta digestão de outros tipos de carboidratos favorece a absorção gradativa para o interior das células e ajuda a estabilizar a glicemia. E dessa constatação surgiu o conceito de índice glicêmico.

 

O índice glicêmico (IG) foi proposto em 1981 com o intuito de se avaliar e classificar os alimentos com base nas respostas glicêmicas, ou seja, na capacidade que o carboidrato contido em um alimento tem em elevar a glicemia.

 

Consiste em uma escala de resposta glicêmica a uma quantidade fixa de carboidrato (50 g) quando comparado à resposta glicêmica pós-prandial de um alimento padrão, geralmente glicose ou pães.

 

Alimentos que elevam a glicemia em quantidades significativas são considerados de alto IG; os que pouco a elevam são considerados de baixo IG. O IG não depende se o carboidrato é simples ou complexo. Ex: o amido do arroz e da batata, embora seja um carboidrato complexo, tem alto IG quando comparado ao açúcar simples (frutose) de certas frutas como a maçã, que é um alimento de baixo IG.

 

As evidências sugerem que uma dieta rica em carboidratos de baixo a moderado IG, como os cereais integrais e vegetais, em detrimento do consumo de carboidratos refinados, de alto IG, como açúcar (sacarose), pode exercer um papel protetor para as doenças crônicas não transmissíveis. Níveis altos de glicose no sangue resultam em um quadro de hiperglicemia frequentemente associada ao diabetes.

 

Mas há momentos, principalmente para praticantes de exercícios físicos, em que é preciso a ingestão de uma fonte de carboidratos para rápido fornecimento de energia.

 

Nessa hora, carboidratos de alto IG são bem vindos, pois a resposta insulínica em transportar a glicose para dentro das células é acelerada, e a energia fornecida pelos carboidratos ficará prontamente disponível.  Ele é fonte de energia prontamente disponível para os exercícios, melhorando a performance durante os treinos e potencializando a ganhos da hipertrofia muscular.

 

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